sábado, 5 de fevereiro de 2011

People are not perfect

O melhor remédio para esquecer algo negativo 
é eliminar todo o rancor acumulado, 
jogar um sorriso na cara 
e um bem estar na consciência.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

“O principal objectivo da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente de repetir o que outras gerações já tenham feito –  
Homens que sejam criativos, inventivos e descobridores.

Piaget

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sol ou lua?

Querido Carlinhos,

Decidi escrever-te para te dizer Será que sabes ler? Bem, não importa, um dia hás-de saber. Só te queria dizer que tens uns olhos muito bonitos (e não te preocupes, eu não conto a ninguém que é por comeres tantas couves) e que espero poder estar contigo 10 vezes,... ou então, sessentaquarenta vezes; ainda não decidi. Ah! E obrigada por me mostrares que o amanhã não importa. Tu queres lá saber do que vem com o amanhã! E isso é maravilhoso,... rejuvenesce até o mais pálido coração...!

Voltarei para ver essas tuas caretas e o teu espírito espontâneo
Tua

Mafalda

domingo, 30 de janeiro de 2011

Até qualquer dia

02:00 e o sono não vem.
Imagem fantasmagórica de mim olha-me nos olhos. É o Passado, o docemente amargo, Passado, o que já passou. Veio para dizer olá e perguntar se ainda me lembrava dele; que irónico da sua parte. Vagueia à minha volta à espera que diga algo, mas nada me ocorre. Olha-me nos olhos e sorri perversamente, como quem lê o que me corre nas veias, e mais tarde, nos olhos. Sim, sentimentos a fugirem pelos olhos. Ou melhor, não fogem, só vão dar uma volta para se espetarem contra mim mais tarde, noutro dia. Mas nem os consigo mandar dar uma volta, eles já fazem parte de mim, que seria eu sem eles, uma criatura vazia, limpa? Não, obrigada, prefiro sentir dor do que não sentir de todo (essa deve ser a maior dor de todas). O Passado continua sorrindo e fixando os seus olhos em mim; diverte-se a intimidar-me. E intimida-me; cada vez menos, mas intimida-me. Choro para a mandar embora, Ele desaparece quando choro porque chorar acalma as inquietações interiores, sejam elas quais forem. Choro compulsivamente. Depois todo este sentimento indefinidamente forte vai abrandando, cada vez mais, até cair a última lágrima. Abro os olhos e foi-Se.


Até qualquer dia.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Olhas para mim, que sou carne e alma que vacilam pelos corredores, voando. Olhas para mim e achas que sou de uma rebelde inocência que cativa, de um olhar obscuramente angélico que te prende, de um cabelo demoniacamente penteado que te perde. E pensas que sou de uma bondade que nunca acaba, de um rancor inexistente, de um bem estar permanente. Pensas para ti que sou verdadeira, nada trapaceira, que piso o chão sempre confiante, na minha condição de solteira. Pensas ingenuamente que sou um anjo que caminha, pé ante pé, mas o meu olhar chama-me profana, faz de mim mundana, mulher que mentes engana. Julgas que sou a criatura mais adorável; cautela amigo, pois sou o animal mais mutável, tanto sou dócil como odiável. E se segura de mim me vês, desengana-te, pois estou vestida de qualidades que se perdem na nudez.
Mas todos me julgam mais do que não sou do que o que sou realmente, anda, solta essa mente, é que há quem ainda não compreende, que todo o ser é um ser aparente.



Fotos da minha autoria

sábado, 22 de janeiro de 2011

Li isto num trabalho enquanto estava à procura de como as crianças interpretam as cores e, sem saber explicar exactamente porquê, estes trechos fizeram-me sorrir:

"Algumas crianças, além de pintar a folha com manchas e traços de cor, resolveram
expressar-se também através da inscrição de grandes letras ora no centro do
desenho ora preenchendo espaços que estavam mais vazios na folha. Essas letras,
ora formando apenas palavras, ora frases, foram sempre escritas no final da pintura.
A16*, ao observar a pintura de A19* refere:

-Fizeste essa pessoa do tamanho da árvore, achas que há alguém
assim tão grande?

A19, ao ouvir o comentário, dirigiu-se à paleta, pegou no pincel do copinho azul e
escreveu a palavra Mundo. Depois, pousou a cor azul e escolheu o laranja para
continuar a escrever. Com essa cor só pintou a palavra dos. Por fim, optou pelo
verde para terminar a legenda, escrevendo Gigantes."

"A4* optou pelo azul como cor principal do seu trabalho. Começou a pintar com esta
cor e passado algum tempo ainda continuava com a mesma, a preencher cerca de dois terços da folha. Perguntei-lhe o que estava a pintar com a cor azul e ela respondeu-me:

-É segredo, não digo a ninguém.

Sorri para ela com um ar amigável. Mas logo em seguida veio sussurrar-me ao ouvido:

 -É uma ilha!"


*Foi assim que a autora denominou as crianças envolvidas no projecto.

From  "INFLUÊNCIA DE ESTEREÓTIPOS CULTURAIS NAS OPÇÕES CROMÁTICAS DE CRIANÇAS AO NÍVEL DO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO"


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Era uma vez

Era uma vez uma menina que brincava na rua sem se aperceber
de todos os perigos que estava a correr.


E era uma vez um rapaz que sabia
e que lhe dizia
"Menina, não estás a ver?
Esse sítio onde brincas
não é como o pintas!
Menina, menina!
Não estás a ver?
Não podes andar por aí a correr!
Anda para o passeio,
anda ver o que andas a perder!
Menina, não queres ver?"

A curiosidade da menina disparou.
E a menina se levantou
Rodopiou, rodopiou
até que ao passeio chegou,
e depois olhou, olhou
e reparou:
aquela rua sossegada,
de desenhos de giz enfeitada,
pássaros a cantarem pela alvorada,
flores que cresciam pela escada
e sol que era uma luz espelhada,
não era mais do que uma terra armadilhada
de onde a menina iria sair magoada.

A menina agradecida
beija o rapaz na face corada
e repete vezes sem conta:
"Obrigada,

obrigada,

obrigada..."

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Desilusão sou uma desilusão.
É como uma sina, uma previsão.
Nem sirvo para caminhar pelo chão...
Amarga desilusão, desculpa...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A história da Lua

É de noite.
 
Pequenos pirilampos luminosos esvoaçam ao longo da cidade deixando um rasto de ruído silencioso pela estrada, iluminada por pequenas estrelas de tons de fogo (aquelas estrelas às quais os humanos chamam candeeiros, mas prefiro chamar-lhes estrelas). Os cães ladram na rua, lutando cada matilha pelo seu território, perturbando a vizinhança que tenta "pregar olho". O Sol nocturno vai alto, recortado, em forma de círculo cinza. E eu olho, só, à janela, todo este panorama sossegadamente irrequieto, desta noite, igual a tantas outras que já vi passar pela janela. Olho para lá para fora, para láá para fooora. De repente, a minha mente é invadida por pensamentos acerca do que estará láá fora, do que é ser láá fora! Com um leve ronronar e umas cabeçadas ternurentas nas pernas do Artur, consigo que ele me abra a janela e me deixe ir lá para fora, para mais perto dos pirilampos e das estrelas de rua. Sinto uma lufada de ar parecida com a que sinto quando abro aquela coisa gigante e branca, onde consigo sentir o cheiro a bacon e a alguns restos de peixe. Equilibro-me no parapeito da janela e observo o Sol da noite na esperança que ele me aqueça, mas não acontece nada... deve ser por causa de o Sol ter desligado a luz para poupar energia, o Artur também faz isso. Procuro uma forma de chegar ao telhado,  sem chamar a atenção dos cães, distraídos com as suas pequenas lutas territoriais. Uma pata aqui, outra à frente, um pequeno impulso, upaaa, termino o salto em cima das telhas, que me deixam quase escorregar. Cá de cima consigo ver os pirilampos e as estrelas todas (aquelas que estão espalhadas pela cidade às quais o Artur chama candeeiros, não sei bem porquê). Olho o céu e vejo duas luzes que piscam e mudam de lugar. Às vezes vejo-as a passar, e quando o meu dono está por perto, diz-me sempre "Olha, olha, tás a ver? É um avião!", mas eu acho um nome muito ridículo para duas luzinhas que se mexem no céu até se perderem por detrás das nuvens, portanto chamo-lhes simplesmente "luzinhas".
O Artur chama-me para dentro - está na hora em que as pessoas vão para aquelas almofadas enormes, fecham os olhos e fazem um barulho horroroso, uma espécie de rosnar, pela boca e pelo nariz. Finjo não o ouvir e volto devagar. Quando chego perto da janela, o quentinho e o conforto do lar seduzem-me para voltar para dentro, para o colo do meu dono, que me recebe. A janela fecha-se, o sol da noite descansa, os pirilampos são cada vez menos e as estrelas continuam no seu trabalho sério e nocturno. E eu, em cima da grande almofada onde as pessoas fecham os olhos, enrosco-me de forma a sentir a fofura do tecido daquilo a que elas chamam "edredom". A luz desliga-se e o meu dono deseja-me boa noite, eu mio em retorno. E os meus pequenos olhos sonham com pirilampos que correm pelas ruas, e estrelas chamadas candeeiros e um sol que fica de tons cinza à noite para poupar energia. E isto e tudo mais que posso ver do meu telhado, numa noite como outra qualquer, mas diferente de todas as outras.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dilema da vida

Há este medo em mim que vive preso
nos confins da minha alma, já perdida
só esse medo sabe o peso
do que é ser adormecida
e ao mesmo tempo tão acordada
que tudo me pareça tão real
como a mais bela história sonhada...
É este peso que me leva para longe
para o mais profundo mar que me corta
toda a substância, a mais essencial
que todo o meu corpo suporta...
Afoga-me em mares, não me importa...!
Eles não me dizem nada,
nem onde cair morta.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Carina

Ai, você, você...
Linda garota do Brasil!
Não és brasileira com certeza,
rara flor juvenil...

Esses olhos mestiços que te vincam o rosto
tão próprios da tua natureza
são eles que te dão esse olhar,
nesse ar de selvagem beleza!

Ahh... asiática princesa!
Só no coração de quem não te vê
Prosperam o mal e a tristeza!
Pois essa peculiar beleza
não é italiana
nem suéca
nem portuguesa
Essa dita beleza
só pode ser japonesa...

Respirar fundo

Há dias em que acho que todos esperam mais de mim do que o que eu consigo dar. 
E é nesses dias que sinto o peso de, talvez, transparecer algo que não sou, mesmo que inocentemente. 
"Acredito que vais ser algo grande desde que tinhas dois anos e meio"
Ai, mãe...!
Não sei se é esse amor maternal que te cria tais alucinações,
se é esse teu amor incondicional que te leva a pensar que sou alguém grande.
Não me olhes assim como se fosse...
porque não sou, ou pelo menos se sou, não o sei.
Sinto-me pequena em grandezas.
E esta palavra, a palavra GRANDE intimida. 
Põe-nos lá em cima, para onde todos nos olham.
Lá em ciiima...!
Nesses dias sinto-me só, gente de poucas crenças. 
Deito-me a não acreditar em mim 
e acordo com medo de um novo dia, dos obstáculos do quotidiano. 
Parece que todos crêem em mim.
Menos eu.





domingo, 2 de janeiro de 2011

Bem vindo ao meu armário

A minha mente é um armário desarrumado onde as roupas se espalham por todo o lado, sem qualquer ordem ou decência. E quando abrimos esse armário, que por fora parece tão simples e bem talhado, vemos o caos com que está organizado. Vemos roupas que já não servem e roupas cujo tecido alargou com o tempo, deixando de poder ser vestidas. Vemos roupas velhas com remendos e novas ainda por usar. Roupas coloridas, roupas de tons cinza, roupas quentes e frias. Roupas que nos confortam e roupas que nos incomodam, mas que vestimos por parecermos bem com elas. Roupas que mostramos em público e roupas interiores e íntimas. Roupas que esquecemos no fundo do armário ou que deitamos fora. Roupas que queremos mesmo ter, não importa como. Roupas que rasgamos ou roupas que guardamos. Roupas que usamos para criar outras, diferentes. Roupas que organizamos por estação, tipo, cores, tecidos, combinações e roupas que espalhamos sem misericórdia, que atiramos para o armário, formando um monte de roupa desorganizado. 

Roupas, roupas...

Abafam-me sem dó, sem razão
Roupas às quais não sei dizer não!
Ide para o raio que vos parta!
Hoje quero ser como Eva e Adão!


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010




"Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã."
( Mahatma Gandhi )

domingo, 26 de dezembro de 2010

Psicadelismo momentâneo

Anda comigo, vamos ser animais
Correr rua fora
sem pudor, amor, nem coisas que tais.
Anda, não custa nada,
não dói
não fica,
podes apagar da memória!
Anda lá animal
solta a tua faceta acessória
em que consegues ser mortal!
Corre pelo asfalto e corta os pés
escorrega de joelhos pelos socalcos do Douro
e arranca da tua pele todo o agouro...!
Deita fora a voz e uiva ao luar
ganha garras sanguinárias para caçar
e vagueia como se nada te fosse importar!
E na altura do cio, não deixes de fornicar!
Marca território em cada poste ou pneu
Atrai as fêmeas para o covil que é teu
E nem penses em ser Romeu!
(Hoje em dia só se fode quem tenta ser como eu)
E coça-te enquanto vês o tempo a passar,
dorme ao sol, deixa-te torrar,
não tens com que te preocupar!


Mas não te prendas a essa vida infernal
És homem por alguma razão!
Acorda prá vida, pedaço de gente!
Chega de ser cão!

(Foto da minha autoria)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

Não sei se sei fazer de alguma coisa

Às vezes sinto-me quase que um pai para ti.
Não sei se sei fazer o papel de irmã
nem de pai
nem de alguma coisa.
Tento educar-te como me educaram
ou até mais duramente por vezes
mas não é por mal...
Só quero ver-te crescer
olhar para ti um dia
e poder dizer-te
"Estás um homem!"
no verdadeiro sentido da expressão.






 
 
 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Se vamos juntos passear,
o olhar faz parecer vão o que eu disser
se te provoco com o que à noite te fiz,
sorri, já só te falta seres mulher

dou-te um abraço e vai-se o embaraço
e, em pouco espaço, vou dar-te aquilo que eu quiser
eu quero tanto, qual não foi meu espanto,
pelo teu encanto só te falta seres mulher"

B Fachada - Só te falta seres mulher

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


 (Photo taken from LadyLinda's deviantart page)

"eh epah não sei, simplesmente gosto, não tenho de justificar, gosto de ti porque és como és, 
mais nada"