sábado, 6 de novembro de 2010

eu

A meu ver, sou alguém banal,
Como toda a gente.
Mas basta começar a gostar de mim
Para, talvez, parecer diferente

Não tenho olhos azuis,
Nem cabelos longos de princesa,
Nem sou a popular
Nem a bonitinha,
Nem dispenso a sobremesa
Por achar que sou "gordinha"!
Mas quê?
Vou comer bem quando for velhinha?!

Não gosto de religião
Nem da treta de agradecer o pão
Àquele suposto "senhor" 
Que existe lá em cima
E que não quer resolver esta confusão!
Ainda por cima
Há tanta, tanta contradição
Que mais vale prestar culto 
A um "deus" que admita 
gostar de destruição!
(Satanás, o dito "mauzão"
que pelo menos não se diz omnipotente
E ente e ente
Só para foder esta gente!)

Ai, e liberdade!
Liberdade é o meu oxigénio!
Que gozo andar sem amarras pela rua...
E que desgosto não poder ser tua.

Ahh... eu sou só uma parede branca com algumas borras de tinta...

Borras que fazem parte da corrida
da vida.
E como eu gosto de correr essa corrida!
Só quero correr até à meta
Com um sorriso na cara
Desde o sinal de partida...


 






(Photo copied form Karisweet deviantart page)

1 comentário:

  1. "Que gozo andar sem amarras pela rua...
    E que desgosto não poder ser tua."

    adoro, adoro, adorooo!

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