"Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Porque tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele."
Coincidência das coincidências, uns minutos após a aula quase fui atropelada. Nunca sabemos o que o futuro nos reserva, se é bom ou se vamos ser atropelados por um estupor qualquer que nos vê a atravessar a rua e continua a andar. Devemos gozar o dia, o momento. Mas será possível fazê-lo realmente? Conseguiremos nós realmente ignorar o que passou e o que vai passar e concentrarmo-nos apenas no agora?
Eu acho que não.
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Porque tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele."
Coincidência das coincidências, uns minutos após a aula quase fui atropelada. Nunca sabemos o que o futuro nos reserva, se é bom ou se vamos ser atropelados por um estupor qualquer que nos vê a atravessar a rua e continua a andar. Devemos gozar o dia, o momento. Mas será possível fazê-lo realmente? Conseguiremos nós realmente ignorar o que passou e o que vai passar e concentrarmo-nos apenas no agora?
Eu acho que não.
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